Bahia II

COSTA DO DESCOBRIMENTO

Sabado, 28/Maio/16

A partir dai, peguei uma faixa de areia mole e tive que empurrar a bike por um longo trajeto foi muito difícil, até conseguir sair na beira do mar e entrar no acesso que levava a Caraíva. Chegue na cidade já estava anoitecendo.

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As ruas são de areia grossa e fica impossível de pedalar por dentro da cidade, para passar de um lado para o outro tive que empurrar a bike e já estava bem cansado.

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Acabei indo para o final da vila, onde fica alguns barzinho e lojinhas de artesanato.

Noite em Caraívacaraiva9

Neste momento passou um pescador, conhecido como Formiga e me convidou para fazer um luau na beira da praia com outros colegas. Logo aceitei o convite e seguir ele até a ponta de Caraíva. Lá tinha outro pescador fazendo uma fogueira e lá passamos conversando e tomando uma pinga. Ao nosso lado tinha uma outra turma também fazendo um luau, uma moça vem em nossa direção e puxou conversa. Ela era Paulista e chamada Talita. Ficamos a conversar por muito tempo e depois ela saiu com os familiares para ir no forró que estava rolando. Até que fiquei com vontade, mas não poderia abandonar a magrela. Então fiquei ali conversando com os pescadores até mais tarde. Depois, me preparei para dormir, como a noite estava quente, não montei a barraca, só estiquei a lona sobre a areia e me deitei alí mesmo. Quando vi o formiga também estava já deitado e dormiu ali também..

Domingo, 29/Maio/16

Acordei na praia arrumei as minhas coisas dei uma volta na Vila e ganhei um café de uma senhora. Depois me despedi do Formiga e fiz a travessia do Rio Caraíva para Nova Caraíva. A travessia custou R$ 5,00 mais eu só tinha R$ 20,00,  menino  não tinha troco, então não cobrou nada.

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Segui por nova Caraíva sentido Trancoso. Peguei estrada de chão, o dia estava bom para pedalar e caminho encontrei os vaqueiros levando a boiada.

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Depois passei um uma casa que tinha figuras de animais na parede em alto relevo, muito bacana.

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Cheguei em Trancoso antes do meio-dia. Dei uma volta no centro, conversei com um morador sobre os pontos turísticos da região, fui almoçar e fui conhecer as praias. Consegui pedalar na beira mar, pois a areia estava bem firme,. A água estava perfeita e fui tomei um banho de mar.

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Praia dos Coqueiros

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Fiquei a tarde toda na praia, passei pela Praia do Rio Verde , Praia dos Coqueiros e Praia dos Nativos. Depois sentei em uma mesa em frente ao um quiosque para escrever e tomar um café.  Estava escrevendo quando surgiu um vendedor de queijos e conversamos um pouco. Ele perguntou aonde que eu iria ficar esta noite e disse que ainda não sabia. Ele falou que eu poderia dormir no quiosque e foi conversar com o dono. Ele voltou dizendo que já estava tudo certo e que eu poderia dormir ali esta noite. Agradeci e ele foi embora.

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Quando todos os saíram da praia, pois já estava escurecendo, logo chegou o guarda que cuida dos quiosques. Ele me falou que a dois dias atrás houve um roubo, entraram em um quiosque e levaram bebidas e um computador, bem no início da noite antes dele chegar e que provavelmente eram algum morador próximo, então estavam todos de alerta! Passamos a conversar e ele me ofereceu uma pinga, tomei uns goles e depois ele trouxe a janta e ver questão de dividir comigo, agradeci e aceitei. Logo depois ele foi descansar na rede e eu fiquei curtindo a noite na beira da praia,  depois montei uma cama e fui descansar.

Segunda, 30/Maio/16

Acordei arrumei as minhas coisas e dividi meu café com o guarda. logo depois ele foi embora, terminei de arrumar as coisas na bicicleta e sai da praia.

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Fui visitar o quadrado que tanto tinha ouvido falar. O quadrado é um um conjunto de casas dispostas ao redor de um grande gramado com uma igreja no fundo o qual tem uma visão panorâmica do mar. Hoje é centro histórico e é visitado por muitas pessoas devido a beleza histórica do lugar.

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Segui em direção ao Arraial do Judas. Estrada de chão e não demorei muito para chegar. Entrei na cidade por volta das 9:00 e fui na igreja onde tinha muitas fitinhas nossa senhora D ajuda, que tem uma paisagem fabulante. Conversei com o rapaz e ele me mostrou onde é que ficaria Porto Seguro e a estrada que deveria pegar pra chegar até lá.

Vista da Igreja nossa Senhora D`Judas     IMG_20160530_091107801

Passei na praça para tomar um café encontrei um pescador, conversamos sobre minha viagem e a capoeira. Ele disse que tem um irmão que joga capoeira e dá aula e que provavelmente teria aula naquele momento. Então terminei de tomar café agradecer e fui em busca da capoeira. Cheguei na academia de mestre Railson, tava tendo aula de capoeira para as crianças. A recepcionista, irmã de Mestre Railson, informou que teria aula para os adultos das 10:00 ás 12:00, então fiquei aguardando. A aula foi com a Contra Mestra Luciana, esposa de Mestre Railson. Durante o treino conheci  Barega, conversamos e ele me perguntou se tinha onde ficar, disse que não, então ele ofereceu um quarto em sua pousada, dizendo que poderia ficar ali sem problemas até porque tava em baixa temporada e não tinha nenhum hospede. Fiquei muito feliz, pois agora já tinha um lugar garantido para descansar. Barega não ficou até o final da aula, saiu antes, mas me informou certinho como chegar na pousada. O treino rolou bacana e depois fizemos uma roda. Joguei com a rapaziada e finalizamos com uma conversa. Depois do treino fui procurar a pousada, quando cheguei, ele me recebeu e perguntou se eu já tinha almoçado, eu disse que não, então ele me convidou para almoçar com ele e sua ajudante. Barega é mestre de cozinha e fez um almoço muito gostoso, conversamos bastante e depois vou descansar. A tarde fui dar uma caminhada pra poder conhecer melhor a cidade, fui na tomei e um banho de mar, a água estava magnífica. Passei pela Praia do Parracho, Praia Mucugê e a Praia do Delegado.

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Praia do ParrachoIMG_20160530_154656824_HDR

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Quando estava voltando da praia, passei pela Igreja Nossa Senhora Da Ajuda e lá encontrei Sergio Boré, estava fazendo uma apresentação, com um instrumento chamado Steel Drun. O cara toca muito! Ao fundo um irmão descansando.

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Praça da IgrejaIMG_20160530_170306987_HDR

Tomei um café e voltei para academia de Railson, pois Professor Batata me informou que teria treino às 18:00hs. Ao chegar na academia, fiz um acerto pelas duas aulas e deixei de lembrança para Mestre Railson. A aula iniciou com aquecimento e alongamentos e depois jogo, dois a dois e até três a três espalhados pela sala. Nesta aula teve muitos alunos. Não teve roda mas joguei muito com a galera. Obrigado a CM Luciana e ao Prof Batata pelas aulas, forte axé a vcs e toda turmada Capoeira Sul da Bahia.

Academia Mestre Railson – Treino com Prof Batata

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Sair do treino e fui na pousada tomar um banho e depois dei um rolê na cidade. Passei na rua do Mucugê, é onde se encontra a maior concentração de lojas e restaurantes da região, conhecida pelo apelido de “Rua mais charmosa do Brasil” muito usado como “slogan” para campanhas de marketing. Ao final da rua Mucugê se tem acesso a Praia do Mucugê e a Praia da Pitinga. Depois fui comer eu lanche e voltei a pousada descansar.

Terça 31/Maio/16

Arrumei o quarto antes de sair e percebi que a Barega, ainda estava dormindo então deixei uma lembrança agradecendo por tudo e sai. Obrigado Barega pela hospedagem e parceria, forte abraço meu amigo!

Fui procurar o ciclista Cassiano, pois quanto estive com Sergio Boré no dia anterior, ele me falou que o Cassino tinha feito uma viajem pelo litoral brasileiro de bike e que tinha muitas histórias para contar sobre sua viajem. Então cheguei na Lan House e lá estava Cassiano, falei sobre o meu projeto e ele conversou muito comigo. Ele falou sobre sua aventura e sobre os métodos que ele fez para conseguir algum dinheiro. Ele também fez um livro que conta a história da sua viagem “Alma da Bahia”, fez também chaveiros e adesivos com seu lema “Prefiro Pedalar”. Na sala da lan-house há mapas em forma de caricaturas das Costas da Bahia, espalhados por toda s paredes, além de fotos nas cidades onde passou. Foi legal ter ido lá conversar com Cassiano, porque muitas coisas abriu na minha cabeça. Obrigado Cassiano, valeu pelas informações!!!

Dali partir para o porto, peguei o Ferry Boat e travessia do Rio Buranhém para Porto Seguro.

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 Balsa de Arraial D`judas a Porto Seguro   IMG_20160531_111659293 IMG_20160531_111709827_HDR IMG_20160531_111806021

Cheguei e logo fui procurar um lugar para almoçar. Depois fui arrumar o fogão que quebrou, na ultima queda entre Padro a Cumuruxatiba. Achei uma serralheria e o Rapaz me cobrou R$10,00 para fazer as três soldas. Ta valendo, concertei e conseguiu usar o fogão novamente. A segunda missão era passar em uma loja de bike para consertar o freio dianteiro, estava já com as pastilhas gastas  devido a areia da beira da praia. Passei na JP e troquei as pastilhas que custaram R$ 69,00, um bom preço, pois da última vez que vi o preço na Ilha Bela custavam R$ 140,00. Então aproveitei e logo resolvi trocar para melhorar o desempenho e segurança da bike. Na saída o mecânico Raimundo, pediu pra eu passar lá no outro dia que ele iria fazer uma revisão na bicicleta, uma lavada, lubrificar, pra eu dar continuidade na viagem. Eu agradeci e disse que voltava no dia seguinte. Pedalei até o centro histórico e fui conhecer a história de Porto Seguro.

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Passei pela Igreja, conheci o Farol, os monumentos e algumas casas antigas. Preparei um café, registrei alguns momentos e quando foi anoitecendo, fui para orla e me deparei com um centro artesanal, com muitas barracas, artesanatos e comidas típicas do local.

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Seguindo pela orla, pouco mais encontrei Ivanildo, um vendedor de Berimbaus e parei para conversar. Ele falou que não era professor de capoeira, mas trabalhava na Associação Baiana de Empreendedorismo Cultural (Abec) Bahia, uma instituição sem fins lucrativos que realiza trabalhos filantrópicos na área social, esportiva, cultura, educacional, ambiental etc…. e me falou do projeto da Capoeira com crianças. Contei um pouco da minha trajetória e ele me convidou para fazer uma visita lá no outro dia. Ele tb comentou sobre o Mestre Estrela, que fabrica berimbaus e que poderia encontra-lo próximo ao Porto.

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Agradeci e fui procurar o mestre. Achei a oficina, mas estava fechado. Tinha um número de telefone destacado na parede, então liguei. Mestre Estrela atendeu e ficamos de nos encontrar do outro lado da quadra. Me apresentei e conversamos por algum tempo, ele me falou um pouco sobre a capoeira de Porto Seguro e sobre os trabalhos que ele faz com berimbaus. Depois perguntei se ele sabia de um lugar pra dormir e ele disse que conhecia uma pousada ali na frente um valor bem em conta, mas ao chegar na pousada a dona falou que tava lotado. Então a gente foi em outra pousada e lá conseguimos por R$ 40,00 para passar a noite. Me despedi do mestre, fui tomar um banho e depois sair para comer alguma coisa e conhecer as barracas. Comi acarajé, uma tapioca e duas cocadas. Voltei para Pousada e fui dormir.

Quarta, 01/Maio/16

Tomei um bom café na pousada e depois fui levar a bicicleta na oficina, quando tirei a bagagem da bicicleta percebi que o bagageiro traseiro estava quebrado então teria que substituir ao deixar a bicicleta na loja começamos a verificar a transmissão da bicicleta. Percebemos que a corrente estava muito gasta, o peão e a coroa do meio também tava precisando ser trocados. Entre todos os serviços e peças, o valor ficou em R$ 600,00 fiquei intimidado, pois no momento não esperava gastar este dinheiro. Passei em outras duas lojas, mas não achei outra solução e fiz a substituição necessária. Voltei e fui no atelie de mestre Estrela, mas quando cheguei estava fechado, então fiquei aguardando na frente  e aproveitei para ligar para minha mãe e saber como ela estava. Logo depois o Mestre chegou e me convidou para entrar. no atelie. O mestre me ensinou como trabalha com seus berimbaus, a organização deste o recebimento, estocagem, produção e seleção para venda. Fiquei muito admirado por todo seu cuidado e organização. Ele valoriza muito seu trabalho e os berimbaus que fabrica. Ele despacha muitos berimbaus para o exterior. Conversamos também um pouco sobre a a capoeira do lugar, sobre o seu mestre e no tempo que ele dava aula. Quando percebemos já era mais de meio-dia e fiquei de pegar na bicicleta no início da tarde, então me despedi do mestre e fui almoçar

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Depois do almoço fui buscar minha bike. Quando cheguei, fui logo fazendo um teste-drive e percebi que o freio dianteiro precisava de uma regulagem e o mecânico vez os últimos ajustes. Voltei para o hotel para pegar minha bagagem e depois fui na Abec, no bairro Baianão. Tive dificuldade de achar o local, pois não lembrava ao certo o nome da Instituição. Quando cheguei a aula já estava no final. Me apresentei ao grupo e ao Professor Café que toco o trabalho com as crianças. Falei um pouco sobre minha viajem e depois fizemos uma roda. Joguei com algumas crianças e depois com o professor café. Depois chegou o Ivanildo, Presidente da Abec e me deu uma camiseta e uma calça de capoeira. Conversamos mais um pouco, agradeci e voltei ao centro de Porto Seguro

Prof Café, Ivanildo e a turma do projeto AbecIMG_20160601_162723283_HDR

No caminho comi um lanche e fui para o treino de capoeira no Centro Cultural com Mestre Ferradura. Ele estava na recepção, conversamos e ele convidou para fazer o treino. A primeira aula foi o das crianças e fiquei a observar, a galera foi chegando aos poucos e quando o treino das crianças acabou, iniciou o treino dos adultos. Deu uma boa turma. Fizemos os treino e depois uma roda, joguei com alunos e com o mestre Ferradura. Na saída da aula perguntei ao Mestre Ferradura se ele sabia de algum lugar pra descansar a noite. Ele gostaria de me receber em sua casa, mas tinha compromisso naquela noite, me aconselhou conversar com o Ivanildo na feira, então me despedi agradecendo pela recepção e pela aula e parti.

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Eu voltei para a Passarela do álcool e fui jantar em um restaurante o qual tinha uma promoção de janta por R$ 12,00. Jantei e fui lá conversei com o Ivanildo, mas ele não tinha como me ajudar, pois sua casa ficava muito longe dali. Me aconselhou montar a barraca no porto pois ali era seguro devido ao movimento e guardas do local. Disse que tudo bem, agradeci e fui procurar um lugar ali próximo. Sai para o lado do porto e até pensei em montar a barraca ali, mas não achei muito seguro, então acabei a pousada da noite anterior, conversei com o rapaz da recepção e ele fez por R$ 35,00, aceitei tomei um banho e fui dormir

Quinta 02/Junho/16

Tomei um café na pousada, arrumei minhas coisas, escrever um pouco, conferi os recados na internet nos e sair por volta das 10:00hs. Deixei uma lembrança de agradecimento ao Mestre Ferradura em um Hotel próximo ao trevo do Cabral, localizada na entrada do centro histórico, bem ao fundo da ladeira que desce do aeroporto. Ali abriga uma estátua de Pedro Álvares Cabral. No hotel conversei com a recepcionista e deixei um envelope endereçado ao mestre. Logo depois já passei uma mensagem a ele informando sobre a lembrança e que teria que passar no Hotel para pegar. Em quanto isso, encontrei um camarada que me perguntou sobre a viagem, conversamos e falei que estaria indo para Cabrália. Ele prontamente me convidou para pousar em sua casa, pois ele mora lá. Falou que estaria resolvendo alguns compromissos e voltaria para Cabrália no final da tarde. Perfeito, disse a ele que com certeza chegaria lá mais tarde, trocamos contato, me despedi e tomei o rumo. Passei pelo Memorial da Epopeia do Descobrimento. Um espaço cultural que trata do período da humanidade, em que grandes inovações tecnológicas, artísticas , filosóficas, sociais e religiosas aconteceram dando origem a Era Moderna.

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Neste trajeto passei por várias praias, quiosques e pelo gigante capoeira!

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Na divisa com o município de Santa Cruz Cabrália, em Coroa Vermelha, um monumento à beira da estrada em homenagem à 1a. Missa do Brasil.

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Próximo a praia, um monumento da Cruz em comemoração a 1ª Missa no Brasil, Nesta área se encontram fixadas diversas famílias de índios Pataxós que ali residem, e que vivem do comércio de artesanato indígena.

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Chegando em Cabrália, tomei um café e quando estava saindo, encontrei um rapaz chamado Lucas e conversamos, ele perguntou sobre minha viajem e depois falou um pouco dele, que tava planejando já algum tempo viajar com sua esposa, mas disse que está em um tempo difícil, pois cuida de cachorros, na verdade um canil, cuida de cachorros que foram abandonados. Ele no momento tava na responsabilidade com aproximadamente 30 cachorros em sua casa.  Depois perguntei sobre a capoeira na cidade e ele disse que tem o Mestre que dá aula e me levou até a frente academia.

Santa Cruz de CabráliaIMG_20160602_160919510_HDR

 Passei na praia para descansar um pouco e depois retornei a academia. Quando cheguei, já estava rolando aula do Mestre Barriga para as crianças, conversamos e depois ele me apresentou para as crianças e pediu para falar um pouco sobre a minha história e minha viagem As crianças foram embora e teve início a aula dos adultos. Um aluno iniciou o treino, mas Mestre Barriga pediu para eu tocar o treino. Eu agradeci e disse que gostaria mesmo era de treinar e não puxar o treino, mas ele insistiu, então acabei puxando o treino para a galera. Passei alguns movimentos e colocamos em prática numa sequencia. O tempo que logo passou, finalizamos o treino. Mestre Barriga me deu uma camiseta e eu dei uma lembrança a ele da nossa escola.

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Depois do treino me acompanhou  até chegar na casa do camarada Rodolfo Ele me recebeu muito bem, tomei um banho, jantamos e conversamos. Ele me contou que é Biólogo e que trabalha na ICMBio. Falou também sobre sua viajem e experiencia que teve com a bike. Trocamos algumas informações e fomos dormir.

Sexta 03/Junho/16

Acordei tomamos café, batemos uma foto e despedir de Rodolfo. Valeu Meu amigo pela hospedagem e parceria. Axé!

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Desci a ladeira e fui até porto para fazer a travessia de balsa para Santo André pelo Rio João de Tiba. O Valor da passagem foi R$ 4,50 e a travessia durou em torno de 15 minutos.

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Em Santo André, passei pela vila e também visitei a praia. O vento nesse dia estava nordeste, contra, o qual dificultava a pedalada. No caminho passou um motoqueiro por mim, fez sinal e voltou para conversarmos. Ele era Paulista e estava em viagem ficando em Santo André. Trocamos uma ideia e se despedimos e segui viagem até Santo Antônio.

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Chegando na cidade fui até a estátua de Santo Antônio, que fica no alto do morro. Lá bati algumas fotos e depois voltei para o centrinho próximo a rodovia para almoçar.

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Cheguei no restaurante perguntei ao um senhor se tinha almoço, ele prontamente disse que sim. Encostei a magrela, entrei procurando o banheiro e fui lavar as mãos. Quando voltei o senhor estava servindo-se e entrou uma senhora dizendo que eu poderia ficar a vontade. Neste momento percebi que o senhor não era dono e sim cliente, então logo comentei com o senhor piscou o olho e sorrimos. Almoçamos e conversamos, aos poucos fui observando o estilo, as roupas e carro, logo percebi que aqueles homens estavam a trabalho da justiça, ainda mas quando comentaram com a dona do restaurante, que estavam ali para visitar um amigo que estava sumido já algum tempo kkkk. Paguei o almoço que custou R$15,00, me despedi da turma e segui viagem até Belmonte. A viagem foi bem a difícil porque o vento estava contra, nordeste e cheguei em Belmont por volta das 17:30hs. Passei em uma padaria para conprar pão e conversei com um rapaz. Perguntei sobre a capoeira na Cidade ele me indicou alguns lugares. Fui andando e perguntando e cheguei na casa de Mestre Raio. Seu filho estava em frente a casa, pedi para ele chamar o seu pai e quanto ele voltou, Mestre Raio colocou a cabeça pra fora do portão, deu uma olhada para mim e perguntou, o que estava procurando. Falei rapidamente sobre a minha viajem e minha busca pela capoeira. Ele disse que eu cheguei no dia certo, logo pegou uma bicicleta e me convidou para ir na casa de sua mãe para pegar uma vasília, conversamos pelo caminho e ele me perguntou porque estava viajando e falei que meu objetivo era conhecer a capoeira do litoral brasileiro. Voltou para casa e fomos para a Associação das Marisqueiras, onde ele faz um projeto comunitário com as crianças. O senário da comunidade mostra claramente o abandono administrativo e retrata as necessidades básica de uma boa organização e prosperidade economica da cidade. Na associação e ficamos conversando. Falou sobre a capoeira de Belmonte e seu trabalho na comunidade. Aos poucos foram chegando os meninos e a criançada com muita energia, jogavam capoeira dois a dois, pulavam, batiam e apanhavam, tinham muita disposição e vontade de jogar capoeira. Chegando os adolescentes começaram a fazer uma batucada e a criançada ali na maior vadiagem. Quando chegou o Contra mestre e o treino começou  e as crianças se organizar em 5 final. Na frente ficou o  contra Mestre com dois professores, um do lado direito e outro do lado esquerdo. Pedi licença, cheguei com a rapaziada. Iniciou o alongamento e todos seguiam naturalmente, mas quando alguém saia da linha, logo um professor pedia silencio e concentreção para fazer os exercícios. Chegou o mestre raio e a roda começou. O contramestre logo me chamou para tocar o berimbau. O rítimo a princípio tocou de forma lenta e cadenciada. Iniciou-se um corrido e com a resposta vibrante do forte coral, o rítmo levemente acelerou. Após cantar alguns corridos, venho dois jogadores ao pé do Berimbau apertaram as mão e sairam para o jogo. Não teve ladainha e nem louvação. Depois sai do berimbau e fui jogar. Joguei com os alunos e com o mestre Raio. Foi uma boa Rosa . Depois o mestre pediu para todos sentarem-se no chão, pegou o caxixi e foi passando, pessoa por pessoa e cada um que pegar o caxixi, tinha a vez para falar e agradecer. Fiquei feliz por muitas crianças agradeceram a minha presença. Chegando na minha vez, agradeci e falei um pouco sobre minha aventura. No final mestre raio lembrou a todos que no outro dia sábado, estava marcado um café da manhã na praia às 5:30hs da manhã e que todos deveriam ir. Deois mestre Raio me convidou para dormir na casa, tomei um banho e sair para comer alguma coisa. depois voltei o mestre estava no computador, conversamos mais um pouco e depois vou dormir

Mestre Raio e Alunos da Academia de Capoeira Herdeiros da FéIMG_20160603_205154929

Sabado, 04/Julho/16

Quando o Mestre Raio foi me acordar, tocou no meu pé, tomei um susto e estiquei a perna num martelo na mão dele, foi engraçado. Levantei lavei o rosto e logo saímos, o dia estava amanhecendo e fomos de carro em direção à praia . Quando chegamos na avenida principal, avistei as crianças indo de bicicleta, praticamente quase todas que estavam no treino da noite anterior. Chegamos em frente à praia e o contra-mestre logo começou a organizar um treino, fez  aquecimento correndo na praça, fizeram a ginga e alguns movimentos. O mestre voltou para buscar as coisas para o café. Os meninos treinaram alguns saltos até chegar o mestre com uma panelosa de mingau e um pacote de pães . Todos comeram e depois foram para a praia. Fizeram saltos e os meninos pulavam muito bem, quase todos pulavam. As meninas também arriscavam pular nas dunas e eu também dei um pulinhos. Depois todos foram tomar banho de mar até teve um momento que todos pegaram o mestre Raio e jogaram na água, foi bem engraçado. Voltamos era em torno das 10:00hs da manhã.

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Fui até a casa de mestre e depois até Associação para pegar minha bike. Me despedir agradecendo a Mestre Raio por toda hostilidade e partir. Obrigado metre Raio pela hospedagem e capoeiragem, forte axé a todos!!!

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Passei no centro e procurei arrumar a bicicleta, porque estava com algum barulho estranho. A princípio acreditei que o problema estava na central nova que tinha colocado em porto seguro. Passei numa loja de bicicleta, mas ele não tinha a central, falei pre precisava arrumar antes de seguir a viajem, ele até me indicou ir na loja ao lado. Neste momento um rapaz que estava dentro da oficina falou,  fica tranquilo jovem, joga uma capoeira que tudo vai ficar melhor! Puxei a conversa e disse que estava voltando da praia, pois lá teve um movimento de capoeira. Ele disse que era Mestre Malícia e que era irmão de Mestre Raio. Ele disse que ia passar algumas músicas para mim, pegou meu whatsaap e me passou e pediu para dizer a ele qual que eu gostava mais, depois respondi a ele, mas ainda precisava verificar o que tinha minha bike. Na outra oficina, o rapaz deu uma volta e disse que não era da central e sim na roda traseira. Então pedi a ele dar uma olhada enquanto fosse almoçar e fui comer uma muqueca. Quanto voltei ele contou que desmontou a roda traseira e chegou a trocar duas esferas com desgaste e o cone por onde corre as esferas estava boa. Apesar disso o barulho não parou e fiquei de ver na próxima cidade pois tinha horário para pegar o barco, o rapaz nem cobrou nada. Agradeci fui pegar a lancha para travessar o Rio Jequitinhonha para em Canavieiras.

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9 Comments on “Bahia II

    • Obrigado Metre Raio, aquele treino no sábado de manhã na praia foi show!!! Forte abraço a vc e a toda esta família. Axé!

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